A loja que estourou 35 mil no primeiro mês e fechou no oitavo
No episódio 01, o Léo Godoy conta o primeiro negócio dele: uma loja de comunicação visual que vendeu bem na largada e fechou a porta oito meses depois. O erro não foi a venda, foi tudo o que veio depois dela.

Vender bem no primeiro mês é a pior coisa que pode acontecer com um negócio que não está pronto. É a história que o Léo Godoy conta no episódio 01, e ela dura oito meses do começo ao fim.
O Léo é um dos apresentadores do programa, e essa história é dele, não de um convidado. Ela aparece no meio da conversa quase de passagem, e é o exemplo mais completo de erro caro que o episódio tem.
- Antes Ele sai da Credigy e monta uma loja de comunicação visual: letreiro, adesivo, banner e fachada para outras empresas. Primeira experiência dele como empreendedor.
- Mês 1 Faturou 35 mil. "Nossa, fiquei rico", nas palavras dele. Tinha acabado de investir em máquina.
- Meses 2 a 7 Ele acumula todas as funções ao mesmo tempo: limpeza, caixa, balcão, venda, RH e gestão. Não havia dinheiro para contratar ninguém.
- Mês 8 Fecha a porta e volta para o mercado.
O primeiro mês vendeu 35 mil, e ele achou que estava rico
O número é dele, e a reação também:
“Investimento em máquina. Primeiro mês, estourou de 35 pau. Nossa, fiquei rico.”
Episódio 01, aos 19:00
Trinta e cinco mil reais em faturamento no primeiro mês de uma loja recém-aberta é um resultado bom de verdade. O problema é o que essa frase esconde.
Faturamento é o que entra. Não é o que sobra. Do que entrou naquele mês ainda saíam o material, o aluguel, a energia, o imposto e a máquina que ele tinha acabado de comprar. O número que decide se um negócio vive não é esse, é o que resta depois de todos eles.
Aos 19:10 ele confirma que teve mesmo o pensamento de que estava rico, e é aí que a história vira.
Oito meses depois ele estava fechando a porta
“Oito meses depois eu tava fechando a porta e voltando pro mercado, cara.”
Episódio 01, aos 19:13
Oito meses é pouco tempo para uma decisão que costuma levar anos até ser tomada. A coragem de sair da empresa ele teve. O que veio depois é que não estava resolvido.
O erro não foi a venda, foi ele fazer sozinho todos os papéis
Aqui está a parte que serve para quem está pensando em abrir alguma coisa. O que quebrou não foi falta de cliente, foi excesso de função na mesma pessoa.
Ele descreve o dia dele assim:
- Limpeza: chegava de manhã e limpava o lixo antes de abrir.
- Caixa: controlava o dinheiro que entrava e saía.
- Balcão: atendia quem chegava na loja.
- Vendas: prospectava e fechava os pedidos.
- RH: cuidava de quem trabalhava com ele.
- Gestão: tomava as decisões do negócio, no que sobrasse do dia.
Não havia dinheiro para contratar ninguém, então tudo era ele.
É o que na conversa eles chamam de troca de chapéu, quando o dono muda de função várias vezes ao dia. Aos 19:53 o Léo dá o nome do que acontece depois de algumas semanas assim: desespero.
A imagem que ele usa é de pratinhos girando. Um cai, depois o outro, e a partir daí a conta não fecha mais.
E ele cita um segundo erro, em quatro palavras
Logo depois dos pratinhos, aos 20:01, ele acrescenta o que faltava na lista: má escolha de sócio também.
Ele não abre esse ponto no episódio. Mas o fato de ele aparecer ali, junto com o excesso de função e a falta de caixa, diz que a loja não caiu por um motivo só.
O que ele tira de tudo isso
O Léo não conta essa história como fracasso, e é isso que a torna útil. Ele diz que o processo de amadurecimento daquele período foi um dos melhores da vida dele.
O motivo é que oito meses fazendo tudo sozinho ensinam em tempo real o que um curso leva um ano para explicar: quanto custa cada função que você não tem, e o que acontece com um negócio quando o dono é o único recurso dele.
Vender bem não prova que o negócio está de pé. Prova que existe cliente, o que é outra coisa.
O trecho inteiro dura menos de dois minutos e começa aos 18:46 do episódio 01.